Além de se manifestar favorável ao pedido de prisão preventiva de dois investigado feito pela Polícia Civil, a 22ª Promotoria de Justiça de Joinville pediu a prisão preventiva de outros 10 integrantes da torcida União Tricolor, após analisar imagens de câmeras de segurança que os identificaram como participantes das tentativas de homicídio praticadas em 20 de fevereiro contra torcedores que estavam em um bar vestindo camisas de times de fora da cidade.

A Justiça atendeu ao pedido do Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) e decretou a prisão preventiva de 12 integrantes da torcida organizada do JEC União Tricolor, que estão sendo investigados por tentativa de homicídio. A Polícia Civil, que investiga o caso, havia pedido a preventiva de dois suspeitos, mas a 22ª Promotoria de Justiça de Joinville, além de se manifestar favorável à medida, em complementação, pediu a prisão preventiva de outros 10 investigados que teriam sido identificados como participantes do atentado por câmeras de segurança.

Os mandados foram cumpridos na manhã desta quinta-feira (24/3), pela Polícia Civil. O crime ocorreu no dia 20 de fevereiro. Um grupo de cerca de 30 integrantes do JEC e da torcida organizada União Tricolor invadiu um bar onde torcedores do Remo e Paysandu, do estado do Pará, estavam reunidos para assistir a um jogo entre os dois times e os obrigou a tirar as camisetas desses clubes afirmando que aqueles que se recusassem seriam mortos.

Os agressores estavam armados de tacos de beisebol, pedaços de madeira e barras de ferro. Câmeras de segurança flagraram a movimentação dos agressores da torcida organizada se reunindo no ponto de encontro combinado e se dirigindo até o bar onde ocorreu a tentativa de homicídio – inclusive perseguindo torcedores que vestiam camisetas de times de fora da cidade, ao longo do trajeto, onde ocorreram várias agressões e ameaças, como apontam as investigações.

As provas, segundo destacou o Ministério Público, na petição, permitem “criar uma linha do tempo: às 19h23min os primeiros integrantes começam a se reunir em frente ao mercado Kalinho; nesse ínterim, às 19h50min ocorre o primeiro ataque no Supermercado Bistek; tão logo dispersaram, os criminosos rumam em direção ao ponto de encontro (Mercado Kalinho); aproximadamente às 20h05min os agentes saíram do mercado Kalinho em direção a conveniência Sabores do Pará; chegaram lá por volta das 20h06min”.

A tentativa de homicídio ocorreu na loja de conveniências Sabores do Pará, quando o casal dono do estabelecimento e um dos clientes foram agredidos. O cliente ficou gravemente ferido e está até hoje internado em tratamento intensivo.

A prisão preventiva foi pedida como medida para garantir a ordem e a segurança, tendo em vista que,  “13 dias após o ocorrido, em 5 de março, integrantes da torcida organizada ‘União Tricolor’ investiram contra os policiais que realizavam campana em frente à sede da referida organização (APF relacionado: autos n. 5007866-45.2022-8.24.0038). A atuação dos agentes, portanto, não se mostra isolada e muito menos solitária. Atuam sempre em superioridade numérica, com emprego de armas impróprias (tacos, bastões, barras de ferro, etc), rojões e foguetes, de forma organizada e premeditada”, sustenta o Ministério Público.

Além dos mandados de prisão preventiva também foram cumpridos mandados de busca e apreensão em diferentes endereços, incluindo a sede da União Tricolor, para a obtenção de provas materiais do crime.

O texto é da Coordenadoria de Comunicação Social do MPSC