Há palavras que perdem a força quando são apenas repetidas, mas sem refletir a vida real. Sentimento de coletividade, pluralidade, representatividade. Termos tão comuns em discursos, que precisam ser traduzidos em atos e gestos diários, principalmente por aqueles que têm a responsabilidade de construir junto com seus pares uma instituição essencial como é a Ordem dos Advogados do Brasil.

Quero ser presidente da OAB/SC porque acredito no poder transformador da pluralidade, da coletividade e da representatividade. A advocacia catarinense é diversa e rica justamente por agrupar profissionais de todas as idades, gêneros, raças, de escritórios pequenos, médios e grandes, da capital e das subseções, professores, advogados públicos e tantos outros perfis. Gente que precisa ser ouvida e representada com coragem e compromisso.

Tenho dialogado com colegas de todo o Estado e em todas essas conversas percebo um mesmo sentimento: a grande maioria da advocacia não se sente ouvida para valer pelos seus representantes. E não estou falando aqui de distribuição de cargos. Refiro-me a uma escuta de fato. Ouvir para entender o que a advocacia tem a dizer. Longe da suntuosidade dos grandes escritórios, existem demandas que precisam ser atendidas pela nossa Ordem.

Temos muitos assuntos urgentes. Começando pelo mais básico, que é perguntar a quem paga a anuidade onde este recurso deve ser investido. Cortar gastos desnecessários. Reduzir a máquina. Atuar firmemente para aumentar os honorários de quem vive da advocacia. Intervir, se necessário, em casos de aviltamentos. Aumentar a tabela da Defensoria Dativa, atividade responsável pelo sustento de muitos advogados, especialmente aqueles em início de carreira. Também não podemos nos omitir nos casos em que pilares básicos do Estado Democrático são colocados em risco. A Ordem tem um protagonismo histórico que não pode ser empalidecido ou contaminado pela política partidária.

A tarefa que se coloca diante daquela que pretende ser presidente da OAB é gigantesca. Mas todo profissional acostumado à rotina do direito, com horas de estudos, sustentações, reuniões, atendimentos e audiências, sabe que disposição para o trabalho e coragem não faltam à advocacia catarinense! A mudança é possível, necessária e precisa ser feita com responsabilidade. Chegou a hora de transformar palavras em atitudes concretas. É o momento de mudar pra valer!

Vivian De Gann – Candidata à Presidência da OAB/SC pela Chapa 2. Advogada Especialista em Relações de Trabalho. Professora, Mestre e Doutoranda.