A primeira audiência de conciliação entre o Ministério Público e as seguradoras envolvidas no caso do acidente aéreo da Chapecoense, foi realizada nesta terça-feira às 14:15 horas de na 2a Vara da Justiça Federal de Chapecó e terminou sem acordo entre as partes.

O ato ocorreu na Ação Civil Pública proposta pelo Ministério Público Federal contra a companhia aérea LAMIA e seguradoras envolvidas.

A seguradora Tokio Marine Brasil compareceu e alegou que não tem contrato e não está conectada com a operação, por isso irá apresentar exceção de incompetência.

A Tokio Marine estrangeira compareceu e, como resseguradora, disse que tem interesse na conciliação, mas no momento não tem condição de apresentação de uma proposta.

Entende que somente após a citação de todos os réus será possível a apresentação de proposta. Mas fará uma proposta concreta oportunamente. Segundo ela um dos entraves é o ajuizamento de ações no exterior. Informou que não possuem um prazo para a apresentação de proposta.

A AON BRASIL compareceu e alegou que não intermediou a apólice de seguro. E que sequer intermediou qualquer contrato com a LAMIA. O mesmo ocorrendo com a AON U.K, com sede no Reino Unido.

A AON U.K. também compareceu como resseguradora, mas que não teria qualquer realizado qualquer aceitação do risco é que sequer faz parte do fundo humanitário.

Em sua fala o representante do MPF informou que já há uma tratativa com a seguradora Tokio Marine, mas que essa negociação está sendo conduzida de forma reservada.

Segundo o Procurador da República, Carlos Humberto Prola Junior o MPF se coloca à disposição para também iniciar tratativas com a AON, assim como já está sendo fazendo com um FUNDO INTERNACIONAl.

Ao final, o Juiz Federal Narciso Baez, que presidiu a audiência, informou que apesar da inexistência da conciliação a ação judicial não irá parar e seguirá com celeridade, afirmando ainda que medidas cautelares poderão ser deferidas ao longo do processo. Encerrou a audiência ordenando a citação dos demais réus, Lamia e BISA, respectivamente, companhia aérea e seguradora bolivianas, também requeridas na ação. O próximo passo do processo será uma nova audiência de conciliação, após a citação de todas as partes.

Na audiência estiverem presentes também representantes da Chapecoense, familiares, e advogados.