Não existe país desenvolvido sem grandes empresas, dizem especialistas. Isso porque dentro da atividade financeira de um país, que é regida pelo mercado financeiro, existe o que se convencionou chamar-se de mercado de capitais, onde acontece a negociação de títulos dessas sociedades com capital aberto.

Nada mais é do que uma parte da atividade econômica do mercado financeiro que leva em conta a troca de produtos e serviços de grandes corporações, que servem de termômetro da economia, através de um sistema próprio regulado pela Comissão de Valores Imobiliários – CVM. Quanto mais ações, além de outros valores mobiliários, essas sociedades anônimas fazem circular na Bolsa de Valores com procura, mais aquecida é a economia: há pagamentos entre os agentes, há confiança no mercado, há dinheiro e circulação, dando mais segurança a investimentos.

As companhias emitem valores mobiliários para alavancar suas organizações e seus recursos no país a longo prazo, acumulando capital de giro e de investimento apenas transformando sua menor fração de capital, as ações, em dinheiro vivo. E como empresas que têm milhões ou mais zeros, conseguem dinheiro para investir ou diminuir prejuízos? O ambiente do mercado de capitais é onde acontecem tais transações.

Dividem-se os seus riscos ao partilhá-los com novos acionistas, e quem compra as ações é o investidor que se torna sócio, até negociar novamente suas ações na Bolsa, caso queira. É justamente esse balanço, essa negociação que permite a circulação de riquezas, um ganha-e-perde que, curiosamente, custeia e promove o desenvolvimento econômico.

O mercado de capitais que atua como um balanço num mercado expressivo é importante, pois aglutina valores, forma massas de dinheiro e canaliza esse dinheiro diretamente de forma mais barata sem intermediação bancária; o recurso entra nas empresas que são células produtivas da economia.

Um acúmulo de capital, não só para os seus detentores e sócios, mas para a sociedade, gera a atividade econômica, com recursos para mais investimentos, desenvolvendo as companhias e o país. Não existe país desenvolvido sem grandes empresas, e grandes empresas passam pela Bolsa de Valores.

Ana Paula Oberparleiter é advogada

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