Uma solução para apenados se apresentarem à Justiça por um aplicativo de celular sagrou-se vencedora da etapa Florianópolis da primeira edição do Global Legal Hackathon, maratona que reuniu em todo o mundo mais de 10 mil participantes, em 25 países diferentes, com o objetivo de criar soluções para os desafios da Justiça. Na capital catarinense, na sede da Softplan, 150 profissionais do Direito, tecnologia, design e negócios desenvolveram, em 54 horas, aplicações para tornar o acesso à Justiça mais fácil, ágil, célere e democrático.

Entre as soluções desenvolvidas pelas dez equipes participantes de Florianópolis estiveram plataformas para citação e intimação digital, para desjudicializar o acesso a medicamentos, portal de denúncias para promover a cidadania colaborativa, marketplace de soluções jurídicas para advogados, sistemas de informação analítico para acesso a dados e estatísticas jurídicas e também para descomplicar o acesso à legislação territorial e ambiental, plataforma para analisar a condição de condenados quanto à progressão penal, entre outros.

O time vencedor foi composto por oito profissionais, entre designers, programadores e analistas de negócios, que desenvolveram durante o fim de semana o Apresente-se, uma solução para que apenados em medidas restritivas possam se apresentar regularmente à Justiça por meio de um aplicativo de celular, de forma remota, com segurança e agilidade. Com um dispositivo móvel com acesso à internet, o apenado pode se apresentar à Justiça submetendo a gravação de um vídeo no aplicativo, que registra a localização exata por georreferenciamento, reconhece a voz e imagem, dispensando o deslocamento. O Tribunal recebe as informações, registra no banco de dados e confere as informações de forma remota, com eficiência operacional, economia de recursos e tendo a tecnologia como aliada.

O segundo lugar ficou com a equipe da solução BRLAW.Tech, uma plataforma que utiliza a inteligência artificial para guiar o cidadão no encaminhamento de processos em juizados especiais, sobretudo em pequenas causas. Um robô auxilia o cidadão realizando perguntas, entende o problema do usuário por tecnologias como o machine learning e o ajuda no acesso ao Judiciário. A solução permite ainda conectar o cidadão a advogados, quando necessário. Já a terceira colocação ficou com a solução “Quando ele volta?”, uma plataforma que permite que as famílias e os condenados na Justiça possam, por meio de robôs e tecnologia de big data, determinar quando o preso poderá sair da prisão ou progredir de regime. A solução pode ser utilizada por tribunais, para promover a Justiça carcerária, defensorias públicas e escritórios de advocacia, além da própria família do condenado.

Maratona
O evento iniciou na noite de sexta-feira, dia 23, com a formação dos times e a comunicação dos desafios aos participantes. Como melhorar o acesso à Justiça, tornar as informações compreensíveis ao cidadão, melhorar a usabilidade das aplicações, acelerar a fila e o gargalo do Judiciário foram alguns destes desafios apresentados. Ainda na sexta, painéis e palestras inspiraram os participantes com discussões para ampliar a transformação digital da Justiça, na perspectiva da indústria de tecnologia, bem como de agentes do Judiciário.

Ao longo do sábado e domingo, as equipes ficaram focadas em apresentar propostas de valores, validar possíveis soluções para os desafios propostos, definir o modelo de negócio e, por fim, iniciar o desenvolvimento dos protótipos, bem como se preparar para as apresentações (pitches), realizadas no início da noite de domingo. Toda a maratona foi acompanhada diretamente por mentores, especialistas em diversas áreas, que ajudaram e orientaram os participantes no desenvolvimento das soluções, que foram avaliadas, no final, por uma banca.

“A motivação de todos os times foi inspiradora e nos dá a certeza que uma Justiça melhor já está a caminho, tendo a tecnologia como uma aliada. Ter a Softplan como anfitriã do evento foi especial, já que Florianópolis é um polo de tecnologia e de conhecimento referência para o país e para o mundo. Nosso objetivo é poder receber mais uma edição do evento em 2019”, explica Marcos Florão, diretor de Inovação da Softplan.

Os vencedores receberam uma premiação em dinheiro (R$ 8 mil, R$ 4 mil e R$ 2 mil para os três primeiros grupos) e seguem para a etapa nacional e mundial do desafio global. A premiação global ocorre em abril, em Nova York (EUA). O Hackathon é uma iniciativa da Global Legal Blockchain Consortium e da North Texas Blockchain Alliance.

A Softplan foi a sede do evento em Florianópolis. A empresa é uma das maiores no segmento de desenvolvimento de software do Brasil, com cerca de 1,5 mil colaboradores e 27 anos de atuação. Atualmente, a empresa é líder em soluções de transformação digital, analytics e inteligência artificial para o ecossistema da Justiça Brasileira. Por meio de uma ampla linha de produtos e serviços, atende aos segmentos de Tribunais, Procuradorias, Ministérios Públicos e Advocacia.

Com informações da assessoria de imprensa da Softplan