Apesar do esforço de servidores e magistrados para imprimir agilidade no andamento de milhares de ações que tramitam no Poder Judiciário, são cada vez mais necessários – e urgentes – investimentos maciços em tecnologia e inovação a serviço dos órgãos que integram o Sistema de Justiça. A tecnologia, que há cerca de uma década gerou uma transformação no Judiciário brasileiro com o processo digital, agora promove uma nova onda de mudanças com a chegada da Computação Cognitiva na Justiça.

Computação Cognitiva, Inteligência Artificial, Machine Learning (aprendizado de máquina) são áreas que criam novas oportunidades para a Justiça. Com a ajuda da Ciência de Dados, que proporciona uma imensa análise de informações, os juízes podem fazer estudos de caso muito mais detalhados, consultar jurisprudências de forma rápida e tomar decisões mais assertivas.

Servidores da Justiça que trabalham com a ajuda de robôs já fazem parte de uma realidade. O Ministério da Justiça, por exemplo, criou a Rede Nacional de Laboratórios contra Lavagem de Dinheiro (Rede-Lab). Com a ajuda de Big Data, as instituições da Justiça conseguem analisar uma enorme quantidade de dados que auxiliam nas investigações contra o crime organizado.

Nos primeiros quatro anos de funcionamento, a Rede-Lab ajudou a identificar possíveis ilegalidades na movimentação de cerca de R$ 22 bilhões. Esta tecnologia está integrada com os Ministérios Públicos Estaduais, Polícias Civis, Polícia Federal, Tribunal Superior do Trabalho e Receita Federal.

Assistente virtual da Justiça
Uma assistente virtual que ajuda servidores do Judiciário a fazer em oito dias o que seria feito em dois anos. Trata-se da Leia (Legal Intelligent Advisor), uma nova geração de robôs, com conhecimentos específicos que conversa com os operadores do Direito, responde dúvidas e ajuda a resolver problemas, podendo ser acessada por meio de várias plataformas e por comando de voz.

Desenvolvida pela Softplan, a assistente virtual Leia demonstra que a Computação Cognitiva é a base para desenvolver robôs inteligentes com expertise na área jurídica. Ela tem capacidade de aprender sobre o dia a dia dos operadores do Direito e resolver problemas de operações repetitivas.

De acordo com dados do Banco Central, em 2016, os servidores do Tribunal de Justiça de Santa Catarina fizeram cerca de 150 mil solicitações ao Bacen/JUD – sistema que fornece informações bancárias dos cidadãos e que permite o bloqueio de valores caso alguém esteja devendo algo na Justiça. Se cada solicitação fosse feita em 5 minutos, conforme estima o Laboratório de Ciência de Dados da Softplan, mais de 12 mil horas (517 dias) teriam sido consumidas na atividade. Com a ajuda da Leia, essas solicitações podem ser feitas em 207 horas, um tempo 60 vezes menor. Ou seja, em apenas 8 dias.

Para Ilson Stabile, diretor-executivo da Softplan, empresa catarinense especializada em softwares de gestão, a Computação Cognitiva permite que as máquinas aprendam sobre o dia a dia dos seres humanos e os auxiliem em suas atividades.

“Até pouco tempo atrás, isso parecia coisa de ficção científica: computadores que aprendem para melhorar o desempenho dos humanos. Isso já é realidade e é importante que as soluções sejam pensadas olhando os desafios específicos de cada setor da Justiça. Dessa forma, é possível aplicar a Inteligência Artificial de forma mais assertiva para os operadores do Direito, o que é essencial para tornar a Justiça mais ágil”, argumenta Stabile.

O uso da computação cognitiva na Justiça “promove agilidade aos processos, reduz a demanda de pessoas em atividades maçantes e oferece um completo repositório de informações analíticas para acompanhamento das atividades, além de apoiar o trabalho intelectual dos magistrados”, explica o cientista de dados da Softplan, Tiago Melo.

Novas soluções especializadas para a Justiça
A inovação na Justiça vem ganhando cada vez mais força desde a implantação do processo digital. Desde então, foram criadas soluções tecnológicas no dia a dia dos operadores do Direito, garantindo agilidade e transparência. “Nós, como provedores de soluções para o segmento da Justiça, identificamos que essas tecnologias podem prover ganhos de produtividade significativos. Os usuários dessas soluções passam a ter mais qualidade e assertividades em suas atividades”, garante Stabile.

Segundo o diretor da Softplan, a Justiça brasileira já está preparada para uma nova onda de transformação. “Agora, é o momento de fortalecer as discussões para que os operadores do Direito estejam à frente desta mudança que tornará o Judiciário muito mais ágil, eficaz e transparente”, assinala.

Sobre a Softplan
A Softplan, criada em Florianópolis em 1990, é uma das maiores empresas do Brasil no desenvolvimento de softwares de gestão. Atualmente suas soluções estão presentes em todos os estados brasileiros e em países da América Latina, fazendo a diferença na vida das pessoas e das organizações. Desde 1990, a companhia atua de modo a tornar a gestão pública e privada no Brasil mais transparente, eficiente e ágil com o uso de tecnologias modernas e inovadoras.

Ao longo desses anos, a Softplan se especializou no desenvolvimento e na implantação de softwares de gestão para os segmentos de Justiça, Infraestrutura e Obras, Gestão Pública, Projetos Cofinanciados por Organismos Internacionais e Indústria da Construção.

Com informações da Assessoria de Imprensa da Softplan

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