Por Fabrício Severino

É cada vez maior o número de bancas de advocacia que recorrem aos serviços de consultorias especializadas em gestão de serviços jurídicos, com o objetivo de melhorar a performance do escritório, de modo a oferecer um atendimento aos seus clientes lastreado na sustentabilidade e na excelência.

E não é para menos. Em um mercado tão competitivo – o Brasil tem quase 1 milhão de advogados. Só em Santa Catarina, 30 mil deles estão em atividade – atentar para o aprimoramento dos serviços prestados, mais do que uma necessidade, pode ser vital para a sobrevivência dos negócios. São várias as técnicas e conceitos trabalhados pelas referidas consultorias. E dentre elas, vale destacar a que cuida da construção da marca jurídica, que congrega técnicas de marketing e serviços de assessoria de comunicação, com foco na área do Direito.

Tal demanda ganha força nos dias atuais, pois, aos advogados, não é permitido fazer propaganda dos seus serviços, cuja prática pode ser confundida com a ideia de mercantilização de produtos, o que difere do seu mister, que é justamente o de prestar (não vender) serviço especializado. No entanto, isso não significa que os advogados estão proibidos de ocupar espaços nos meios de comunicação, desde que o façam com o objetivo de difundir a cultura jurídica e promover a cidadania, o que normalmente ocorre quando é possível transformar a produção intelectual deste operador do Direito em notícia, a qual, aliás, possui ainda mais cre-dibilidade do que a propaganda em si.

Felizmente, o universo jurídico é um manancial riquíssimo de informações, com casos de grande interesse social. Neste sentido, a divulgação de um caso emblemático be-neficia a um só tempo o escritório, que tem a oportunidade de divulgar e consolidar a sua marca; a mídia, pelo fato de poder levar ao conhecimento do seu público um assunto relevante; e mais importante, a sociedade, que passa a conhecer um direito que ela sequer sabia que existia.

Em verdade, não só os advogados, mas os operadores do Direito de um modo geral podem e devem se valer – com responsabilidade – dessa convergência entre Comunicação e Direito, com o objetivo de posicionar melhor e de forma ética a sua marca jurídica, difundir a cultura do Direito e, fundamentalmente, promover a cidadania.

Fabrício Severino, jornalista e bacharel em Direito, é editor-executivo do JusCatarina